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Breve comentário sobre o poeta haitiano Rei Seely, por Júlia Raiz

Atualizado: 21 de jan.


Hector Hyppolite (1894-1948), Marinéte pie chè che (MARinÉ I), c.1944/46. Cortesía: The Gallery of Everything, Londres. ©Georges Liautaud/The Gallery of Everything




Radicado em Curitiba há mais de 12 anos, o poeta haitiano Rei Seely desafia o conformismo com uma poesia afiada e combativa. Sua condição autointitulada “refugiado feijoada” mostra uma bagagem cultural que se forma na intersecção da cultura haitiana, francesa e brasileira, marcada, formalmente, pelo jogo com os significantes e suas sonoridades. Como poeta imigrante, Seely elabora uma poesia que celebra as negritudes diaspóricas ao mesmo tempo que forja para si um horizonte de libertação social e estético. Na poesia de Seely, essa libertação também passa pelas limitações impostas às nossas vidas no que concerne os preceitos de gênero e sexualidade. O poema “GenEROSidade”, publicado nesta revista, busca no cerne da generosidade, só possível se criada em inter-relação, o motor para a força de Eros. Enquanto a língua se bifurca de prazer, abrindo palavras para cutucar quem está lendo: “cu/ tu/ cara/ cola”, assistimos o amor se transformar em amálgama, não sem antes Eros passar pelo gosto amargo. Essa metamorfose que se desenrola nesse e em outros poemas de Seely é, no final de contas, o sinal de sua própria generosidade para cutucar/amar as pessoas.



Leia o poema aqui: GenEROSidade

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